Borat

“Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan” foi o filme mais comentado nas mesas de bar nas últimas semanas.
Fui atraída ao cinema na expectativa de uma comédia inteligente e de uma crítica divertida aos Estados Unidos.
Não gostei. O humor de Sacha Baron Cohen, criador e intérprete do personagem, não me agrada em nada. Não inova – é um “Trapalhões” com menos inocência e mais mau gosto. E a tal crítica à terra de Bush é fraca, muito fraca. Terminei o filme simpatizando mais com os americanos do que com o protagonista.
Se o “segundo melhor repórter do glorioso país Cazaquistão” viajasse ao Brasil para pregar pegadinhas em fanáticos religiosos, adolescentes e grã-finos tupiniquins, duvido que a reação fosse “melhor” do que a dos americanos.
As gafes que tanto arrancam riso são forçadas e não fruto das diferenças culturais entre os americanos e os cazaques.
Mas em vez de continuar a escrever sobre o filme, sugiro a leitura da coluna de Marcelo Coelho na Folha de S. Paulo de hoje. Raramente uma resenha reflete tão fielmente a minha opinião sobre uma obra. Concordo com todos os pontos.
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