Um Pulinho no Vizinho


A alternativa mais prática para o morador do “país tropical abençoado por Deus” (hahaha) conhecer, brincar e pagar mico na neve é ir até a vizinha Argentina, mais precisamente a São Carlos de Bariloche.
A cidade à beira do lago Nahuel Huapi (por conta da difícil pronúncia do nome indígena, vira “Manuel Api” nas bocas verde-amarelas), com sua famosa estação de esqui -- o Cerro Catedral -- é um destino popular há pelo menos três décadas, quando meus pais foram, na lua-de-mel, de Fusca até lá.
Hoje, com o câmbio favorável, esse pedaço da Patagônia (sim, lá já é Patagônia), ganhou o apelido de Brasiloche, devido à horda de paulistas, cariocas, pernambucanos, gaúchos, mineiros, etc., que invade a Calle Mitre, a rua principal, e também os restaurantes de parrilla, as pistas de esqui para iniciantes e as chocolaterias.
E como é chegada numa boa pechincha, a turma brazuca também faz fila na porta da loja da marca Puma, na mesma calle Mitre, esteja 20 ou 0º C do lado de fora. Os preços chegam a ser 40% mais baratos que na filial dos Jardins.
Mas é a 80 quilômetros dali, quase no Chile, que encontrei uma verdadeira jóia andina, incrustada na cordilheira.
É a Villa La Angostura, cidadezinha de centrinho charmoso, estação de esqui mais refinada e as surpreendentes baía Brava e baía Mansa. De circular, por 1 peso, se chega na ponta de uma península do Nahuel Huapi onde, de um lado, as águas circundadas por florestas verdes e montanhas nevadas são agitadas. E a poucos metros dali, do lado oposto, a baía é maior, e o lago é espelhado pela calmaria. Simplesmente lindo.
Obs. Mais fotos em http://www.flickr.com/photos/lebalmasque/
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